Trepadeiras

Dipladênia vermelha (Mandevilla splendens).

Nesse post selecionei vários tipos de trepadeira.
Alguma dessas deve fazer seu coração bater mais forte.

Primeiro vamos aprender um pouco sobre elas.

Tipos de Trepadeiras:

1-Cipós

2-Volúveis

3-Arbustos Escandentes

4-Sarmentosas

1- Cipós
Também chamadas de trepadeiras lianas possuem caules rijos, sem fixadores. Precisam de apoio porque costumam curvar com o próprio peso.
Exemplo: Sete-Léguas e Primavera.

A exuberante Primavera (Bougainvillea glabra).

2- Volúveis
São trepadeiras que conforme vão crescendo se enrolam (em movimento circular) nos seus tutores.
ex: Ipoméia, Lágrima de Cristo e Tumbérgia.

 

Ipoméia-Rubra (Ipomoea horsfalliae)

3-Arbustos Escandentes

São espécies  intermediárias entre o arbusto e cipó. Se adaptam em todo tipo de tutor, mas não chegam a alcançar grandes alturas. Precisam de apoio para não se curvarem.

Ex: Viuvinha e Chápeu-Chines (Holmskioldia sanguinea).

Viuvinha (Petrea subserrata) e detalhes da sua inflorescência.

 

4-Sarmentosas
Elas tem uma parte do corpo especializada para uma fixação natural. Essas partes podem variar de planta para planta mas possuem o mesmo objetivo.
Elas podem ter:

-Gavinhas: são aquelas folhas modificadas que parecem uma molinha. Elas se enroscam no tutor. Como é o caso do Maracujá (Passiflora sp), do Chuchu (Sechium edule) e Amor-Agarradinho.

Trepadeira Amor-Agarradinho (Antigonon leptopus)

 

Gavinhas de fixação

 

-Raízes Adventícias: São aquelas que grudam no apoio. Suas raízes ficam fixadas diretamente, seja um muro, uma árvore, etc
Esse é o caso da Unha de Gato (Ficus pumila) e Singônio (Syngonium angustatum).

Singônio (Syngonium angustatum) fixa com suas raízes

 

Raízes do Singônio

 

-Ventosas: Estrutura que segura o “tronquinho” da planta no apoio, como a Falsa-Vinha.

Ventosas da Falsa-Vinha (Parthenocissus tricuspidata)

 

 

-Espinhos: O espinho é usado para apoiar e fixar. Como a Roseira selvagem e a Primavera(Bougainvillea spectabilis).

Roseira com espinhos (Rosa gallica)

 

 

Tenho um pergolado, qual a melhor trepadeira?

Não vejo regra para isso. Todos os tipos podem ficar bonitos.
O importante é não errar quanto a luminiosidade e a quantidade de mudas.
Trepadeiras muito volumosas como a Primavera, precisam de espaço para crescer e espaço para as raízes.
Se você vai plantar em um vaso, escolha uma de raiz menor, como a Lágrima de Cristo (Clerodendrum thomsonae).
Gosta de flores? A trepadeira Sapatinho de Judia é um presente da natureza.

Sapatinho de Judia (Thunbergia mysorensis) em pergolado.

 

 

Vamos ver alguns exemplos e suas aplicações:

Muros:

Falsa-Vinha (Parthenocissus tricuspidata), que no inverno perde suas folhas.

 

As novas folhas da Falsa-Vinha nascem avermelhadas, são lindas!

 

Unha de Gato (Ficus pumila), trepadeira de raízes e galhos de crescimento rápido e agressivo. A poda é fundamental para o controle. Na imagem um pedaço do muro podado e outro não.

 

Cercas:

A Tumbérgia (Thunbergia grandiflora) tem um crescimento rápido. Ótima opção para fechar telas, fazendo um assim um muro natural.

 

Pergolados:

Jasmim da Índia (Quisqualis indica)

 

Maracujá (Passiflora sp). Uma trepadeira muito volumosa e com flores maravilhosas.

Apoiadas em muretas:

Alamanda (Allamanda cathartica) é uma trepadeira lenhosa, pode também ser usada como cerca-viva se bem podada.

 

Delicadas:

Flor de Cera (Hoya carnosa) cresce bem na sombra e meia-sombra. Suas flores são maravilhosas.

 

Detalhe da flor da trepadeira Lágrima de Cristo (Clerodendrum thomsonae).

 

Apoiada em árvore

A Costela de Adão (Monstera deliciosa) tem um crescimento vigoroso quando apoiada em árvores de grande porte. O efeito é maravilhoso.

 

Já tem sua favorita? Eu sou apaixonada pela Flor de Cera.

Deseja ter uma trepadeira? Deixei um comentário contando sua experiência.

 

Referência Bibliográfica: Harri, Souza, Hermes Moreira de, Plantas Ornamentais no Brasil: arbustivas, herbácias e trepadeiras, São Paulo: Nova Odessa 2011
Apostila de Curso Municipal de Jardinagem, Prefeitura de São Paulo, 2010

 

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Texto e fotos: Gabriela Trama – jardineira paisagista

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